segunda-feira, março 28, 2005

Aviso à navegação

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Este é o meu espaço de reflexão.
E como é meu, escrevo essencialmente para mim, sem perder de vista o príncipio egoísta de que o maior prazer é escrever e ser lido e não apenas e só escrever.
Desde já alerto que os textos poderão ser condicionados pelos seguintes factos:
Sou empresário, sem que alguma vez tivesse recorrido a subsídios ou apoios estatais.
Sou advogado, sem que alguma vez tenha feito algum frete a alguém ou alinhado em qualquer cambão.
Sou portista, de alma e coração.
Sou tripeiro de criação, mas vivo em Lisboa há 18 anos.
Sou do Belém, e muito.
Sou pai de família.
Sou independente de partidos, igrejas, grupos económicos e de todo e qualquer lóbi ou corporação.
Sou de Direita, mas acredito no Homem.
De resto, nesta altura não sei para onde me leva o blogue...
... ou para onde levarei eu o blogue.

O Admirável Mundo dos Blogues

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Debutei no imenso oceano dos blogues em Novembro de 2004, juntamente com um grupo de amigos dos quais apenas o Pedro Guedes era já um velho lobo do mar blosgosférico.
Este, dispensando a sua invejável sapiência ao restante grupo de analfabetos funcionais, permitiu-nos evoluir muito mais rapidamente do que seria de admitir no trato das ferramentas informáticas indispensáveis à arte de blogar.
O fenómeno era novo para mim mas, rapidamente, percebi que já estava amplamente enraizado no quotidiano de muitos portugueses.
Os media começaram, entretanto, não só, a dedicar espaço nas suas publicações escritas aos blogues, como iniciaram autênticos processos de recrutamento a bloguistas, convidando-os para a categoria de articulistas periódicos, e não, ao contrário do que seria de supor, para a categoria de moços de recado, classe onde muitos dos habituais opinion makers alegre e financeiramente se perfilam.
Esta realidade permitiu que a maior parte dos jornais começassem finalmente a renovar os seus quadros redactoriais e de articulistas, o que, por si só, para alguém que como eu desde tenra idade é leitor compulsivo de praticamente toda a imprensa escrita, já teria justificado o aparecimento da blogosfera.
Passou a ser usual ouvirem-se conversas de café sobre os blogues e, figuras públicas relacionadas com as artes e a política sentiram-se atraídas por este e-mundo e trouxeram com elas a luz dos holofotes e consequentemente uma muito maior visibilidade.
Há que dizer que os bloguistas portugueses souberam aproveitar estes raios de sol que se abateram sobre as suas cabeças e isso foi conseguido, porque em abono da verdade, os blogues têm actualmente a repercussão que têm porque neles se encontram inúmeros talentos anónimos, que por serem inteligentes, cultos e frequentemente serem assaltados por ideias luminosas, escrevem com grande brilho e vastas vezes apresentam pontos de vista expressos em textos absolutamente magistrais.
É este admirável mundo dos blogues, que eu a partir de hoje, tendo apanhado o bichinho no Senhora do Monte, me proponho seguir neste trilho solitário.

Em breve

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posts breves.