sexta-feira, dezembro 16, 2005

A Arte do Plágio "criativo"

(0498)

Gostava de discutir uma questão delicada: A arte do plágio "criativo" e a sua repercussão na blogosfera embora, de forma egoísta, adaptada a um caso concreto deste estabelecimento.
Admito que, em tese, o cume da carreira do "dono" de um blogue passe por ver as suas palavras, as suas ideias e os seus pensamentos, apropriados por blogue ou artigo jornalístico alheio.
Acredito que todo o bloguista que se preze aprecia ver os seus escritos reproduzidos em casa alheia, sendo quase como se se tratasse de um filho, que se emancipa e vai à procura de exposição, visibilidade e sucesso, para outro lado.
No entanto, existe uma diferença entre "ser plagiado" e "ser citado", isto é, em algumas ocasiões por muito tentador que seja o plágio devemos fazer tudo para escapar às suas malhas bastando para tal citar a fonte de uma informação ou de um argumento.
Diria pois que o ideal é sermos citados mas, se tal não for possível, pelo menos, que sejamos plagiados que é bem melhor do que sermos ignorados.
No que me diz respeito, e apesar de já aqui escrever há cerca de 9 mêses, que eu saiba, nunca fui plagiado.
Tal facto, chateia-me e entristece-me, mas tendo em atenção a escassez do mérito do escriba e o pouco, ou nenhum, interesse dos temas abordados, tenho que admitir que estamos perante uma consequência natural.
Não sou o António Costa Amaral ou o Adolfo Mesquita Nunes, o Besugo ou o Jansenista, o Dragão ou o Pedro Guedes, o Rui ou o Ferreira Marques, o Brainstormz ou o André Azevedo Alves, o JPT ou o Tiago Mendes, o Rocheta ou o Maradona, o Francis ou o Jorge Ferreira, o João Miranda ou o Jcd, essa sim, gente que "merece" ser assídua e repetidamente plagiada.
Serve este intróito para introduzir a razão de fundo que justifica este post: hoje, suspeito que, suprema honra, fui plagiado.
Acontece porém que, caso V.Exas entendam que fui mesmo plagiado, não existem motivos para comemorar porque o fui por um gajo que eu não gostava que tivesse sido ele a plagiar-me.
Quer dizer, já que supostamente fui plagiado, preferia tê-lo sido por outra pessoa que não esta.
Estão a ver?
Diria até que, se isto é mesmo um plágio, a batota foi praticada por quem eu menos esperava.
De facto, nutro uma profunda antipatia pelos escritos do ora "plagiador" ao ponto de já ter feito eco disso várias vezes e ainda agora o ter apresentado como um dos gémeos que o povo gosta de achincalhar.
Mas vamos aos factos:
Não é novidade, para os habituais frequentadores deste humilde reduto, que tenho seguido com interesse os debates presidenciais ao ponto de em alguns casos estar a fazer "a cobertura" on line e de estar a promover um campeonato pontual para vir a apurar o vencedor final dos debates e perceber a importância dessa classificação no evoluir das sondagens.
Foi o que aconteceu no caso do debate Cavaco-Jerónimo que segui em diferido e comentei ao mesmo tempo que via o debate.
Da entrada nº 461 (às 00H50) à 473 (02H12) escrevi sobre o debate.
Atribuí a vitória no debate a Cavaco por 4-2.
E ao longo das entradas encontram-se, entre nuitas outras, as seguintes passagens:
" ...hoje com excelente imagem televisiva...", entrada 467.
" ... referência à tirada: Olhe que não! Olhe que não!", entrada 467.
" ... Jerónimo... sem se desviar do seu pensamento e discursos...", entrada 472
"...vitória de Cavaco por 4-2", entrada 472
" Cavaco vence 4-2 e lidera destacado", entrada 473

Quando hoje li o Diário de Notícias o que me chamou à atenção foi o título desta crónica (extraordínário que o autor da mesma se tenha lembrado, pela primeira vez, de dar pontos e logo coincida a 100% no resultado - recomenda-se que aposte forte na betandwin), no entanto, e depois de uma aturada pesquisa que fiz ao escrito, suspeito que já mais ninguém lê as crónicas do cavalheiro, localizei as passagens (ipsis verbis) que acima mencionei na letra da crónica jornalistica.

YO NO CREO EM BRUJAS, PERO QUE LAS HAY, LAS HAY!

P.S. 1 A consagrada Margarida Rebelo Pinto, que este senhor atempadamente desmascarou, escrevia que "Não há coincidências".

P.S. 2 Será que os cronistas da imprensa escrita lêem blogues, (mesmo os menos mediáticos) apalpando e medindo sensibilidades a uma realidade atenta, vibrante e actualizada, antes de opinarem nas suas colunas de opinião?.

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